História da Historiografia: International Journal of Theory and History of Historiography https://revistahh.emnuvens.com.br/revista <p>A revista&nbsp;<strong>História da Historiografia</strong> é um periódico interinstitucional patrocinado pelos Programas de Pós-graduação em História da Universidade Federal de Ouro Preto (UFOP) e da Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (UNIRIO), coordenada pela Sociedade Brasileira de Teoria e História da Historiografia (SBTHH). Sua publicação se insere no âmbito de grupos e núcleos de pesquisa de Universidades brasileiras e estrangeiras das áreas de teoria da História e história da historiografia. A revista tem como missão a divulgação do conhecimento das áreas de teoria da História, história da historiografia e outras afins no intuito de fomentar o intercâmbio de ideias e resultados de pesquisas entre investigadores dessas áreas correlatas, através da publicação de artigos inéditos que, após o processo de avaliação editorial, sejam considerados relevantes às discussões de tais campos. Além de pesquisas originais, incentiva-se a produção de artigos de debate historiográfico que resenhem criticamente publicações recentes pertinentes aos temas relacionados com as áreas de conhecimento que configuram o escopo da publicação. A linha editorial da <strong>HH</strong>, desta forma, almeja a constituição de um espaço de livre acesso para o debate acadêmico por meio de publicações relacionadas à área.</p> <p><strong>História da Historiografia</strong>&nbsp;publica artigos inéditos e originais, artigos de dossiês temáticos e artigos de debate historiográfico que resenhem criticamente publicações recentes pertinentes aos temas relacionados com as áreas de conhecimento que configuram o escopo da publicação.&nbsp;</p> <p>&nbsp;</p> <p>Temos periodicidade quadrimestral e recebemos artigos em fluxo contínuo.&nbsp;Os interessados em enviar contribuições devem verificar as&nbsp;<strong><a href="/revista/about/submissions#authorGuidelines" target="_blank" rel="noopener">normas editoriais</a></strong>&nbsp;e as<strong>&nbsp;<span style="text-decoration: underline;"><a href="/revista/about/keywords" target="_blank" rel="noopener">palavras-chave disponíveis</a></span></strong>.</p> <p><strong>História da Historiografia</strong>&nbsp;oferece acesso gratuito e integral a todo conteúdo deste site.&nbsp;Esta revista possui&nbsp;<em><strong><span style="text-decoration: underline;">Qualis A1</span></strong></em>&nbsp;e é indexada nos seguintes serviços:&nbsp;<strong><a href="https://www.scopus.com/sourceid/21100245921?origin=resultslist">Scopus | Elsevier</a></strong>,&nbsp;<strong><a href="http://www.latindex.unam.mx/latindex/ficha?folio=18396">Latindex</a></strong>, <strong><a href="https://www.redib.org/recursos/Record/oai_revista560-historia-historiografia">R</a><a href="https://www.redib.org/recursos/Record/oai_revista560-historia-historiografia">EDIB</a>,<a href="https://www.sumarios.org/revista/hist%C3%B3ria-da-historiografia">&nbsp;Sumários de Revistas Brasileiras</a>,&nbsp;<a href="http://scholar.google.com.br/schhp">Google Acadêmico</a></strong>,&nbsp;<a href="http://www.cnen.gov.br/centro-de-informacoes-nucleares/livre" target="_blank" rel="noopener"><strong>LivRe!</strong></a>,&nbsp;<strong><a href="http://www.periodicos.capes.gov.br/">Portal de Periódicos da CAPES</a>,&nbsp;<a href="http://apps-webofknowledge.ez28.periodicos.capes.gov.br/">Web of Science (Via portal CAPES)</a>,&nbsp;<a href="https://dbh.nsd.uib.no/publiseringskanaler/erihplus/periodical/info?id=478141">European Reference Index for the Humanities</a></strong>, a lista completa pode ser conferida no link <a href="/revista/pages/view/indexadores" target="_self">Indexadores</a>.</p> pt-BR <p>O envio de manuscritos implica a cessão de direitos autorais e de publicação à História da Historiografia: International Journal for Theory and History of Historiography, que não se compromete com a devolução das colaborações recebidas. 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Os dados, conceitos e opiniões apresentados nos trabalhos, bem como a exatidão das referências documentais e bibliográficas, são de inteira responsabilidade dos autores.</p><p><a href="http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0/" rel="license"><img style="border-width: 0;" src="https://i.creativecommons.org/l/by-nc-nd/4.0/88x31.png" alt="Licença Creative Commons" /></a><br />Este obra está licenciado com uma Licença <a href="http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0/" rel="license">Creative Commons Atribuição-NãoComercial-SemDerivações 4.0 Internacional</a>. </p><p> </p> historiadahistoriografia@hotmail.com (História da Historiografia) historiadahistoriografia@hotmail.com (História da Historiografia) dom, 22 dez 2019 00:00:00 +0000 OJS 3.1.2.4 http://blogs.law.harvard.edu/tech/rss 60 Editorial - Elogio aos periódicos científicos nas humanidades https://revistahh.emnuvens.com.br/revista/article/view/1572 Valdei Lopes de Araújo Copyright (c) 2019 História da Historiografia: International Journal of Theory and History of Historiography https://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0 https://revistahh.emnuvens.com.br/revista/article/view/1572 dom, 22 dez 2019 09:43:15 +0000 “Alguma forma de empatia": Introdução O que faz da história algo pessoal? https://revistahh.emnuvens.com.br/revista/article/view/1568 <p>This theme section tackles the question “What makes history personal?” The four articles included in the issue present some possible strategies to begin to answer the question, often by reminding us of the need to overcome key dichotomies, such as the separation between mind and body, between scientific knowledge and emotions, between language and experience, between the work and the reader, between concepts and literary form, and between professional obligation and engagement with current political circumstances. The attitudes and formulations proposed in the four articles are intimately linked to these dichotomies, <span>arising</span> from thoughtful rereading and rethinking of the core challenges. Phenomenology and the concept of empathy especially stand out in these investigations, although both are approached from different perspectives and empirical bases.</p> Pedro Spinola Pereira Caldas, Kalle Pihlainen Copyright (c) 2019 História da Historiografia: International Journal of Theory and History of Historiography https://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0 https://revistahh.emnuvens.com.br/revista/article/view/1568 dom, 22 dez 2019 09:43:15 +0000 História como angústia: Inquietação empática e o conceito de “zona cinza”, de Primo Levi https://revistahh.emnuvens.com.br/revista/article/view/1517 <p>Pretendo neste artigo apresentar um caminho de argumentação que mostre como a história pode se tornar algo pessoal, na medida em que ela gera angústia. Para chegar a esse ponto, será necessário, a partir de duas experiências concretas e pessoais da atual circunstância política brasileira, percorrer os seguintes passos: em primeiro lugar, a história se torna pessoal na medida em que ela ajuda na construção da personalidade, no sentido proposto por Johann Gustav Droysen em sua <em>Historik</em>, ou seja, na capacidade que o conhecimento histórico, produzido pela pesquisa ou recebido pelo seu leitor, tem em ser <em>morfológico</em>, ou seja, em dar unidade ao que aparece disperso. Em segundo lugar, a história pode também se tornar pessoal quando produz empatia, aqui apresentada nos termos propostos no conceito de inquietação empática, <em>empathic unsettlement</em>, de Dominick LaCapra. Por fim, como LaCapra indica que o conceito de <em>zona cinza</em>, de Primo Levi, contém em si possibilidades de inquietação empática, faço, na última parte, um exercício com tal conceito, tentando mostrar que essa variedade – aqui limitada em dois casos – convida-nos a pensar que a história se torna pessoal quando gera angústia, termo que atravessa <em>Os afogados e os sobreviventes</em> (1986), livro no qual há o clássico capítulo sobre a zona cinza.</p> Pedro Spinola Pereira Caldas Copyright (c) 2019 História da Historiografia: International Journal of Theory and History of Historiography https://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0 https://revistahh.emnuvens.com.br/revista/article/view/1517 dom, 22 dez 2019 09:43:15 +0000 Las posibilidades de ‘materialidad’ en la escritura y la lectura de la historia https://revistahh.emnuvens.com.br/revista/article/view/1527 <p><span>En este artículo investigo el rol de una clase particular de ‘materialidad’ que opera en la escritura y la lectura de la historia. Esto implica examinar los desafíos planteados a los enfoques constructivistas de la historia tanto por los argumentos del giro post-lingüístico sobre la presencia y la experiencia como por el denomindado post-narrativismo. El foco central será presentar un argumento para actualizar la teoría de la historia ‘narrativista’ o constructivista a fin de que esta pueda lidiar con esas preocupaciones recientes. Esto requiere dedicar mayor atención a las relaciones entre autor, texto y lector, particularmente respecto de los asuntos clave relativos a la realidad, la corporalidad (embodiment) y la inmersión. Para mostrar la utilidad del acercamiento a esas relaciones en términos de ‘materialidad’, considero tres preguntas que apuntan a iluminar el acto de equilibrarentre referencialidad e invención performado en la escritura de la historia como género: ¿cómo puede el lenguaje ‘corporizar’ (embody) la realidad? ¿Cómo pueden los textos referenciales codificar la realidad? Y ¿cómo podríamos leer los textos referenciales, específicamente con respecto a la realidad?</span></p> Kalle Pihlainen Copyright (c) 2019 História da Historiografia: International Journal of Theory and History of Historiography https://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0 https://revistahh.emnuvens.com.br/revista/article/view/1527 dom, 22 dez 2019 09:43:16 +0000 História como autoconhecimento: para uma compreensão da dimensão existencial e ética do passado histórico https://revistahh.emnuvens.com.br/revista/article/view/1501 <p><span>Este ensaio explora a dimensão existencial e ética do passado histórico a partir de duas perspectivas diferentes. Na primeira parte, o ensaio aborda a questão, examinando a dimensão pessoal do passado histórico a partir da perspectiva do sujeito, elaborando a essa perspectiva por meio de ilustrações literárias de <em>Austerlitz</em>, de W. G. Sebald. Na segunda parte, o ensaio aborda a questão sob uma perspectiva conceitual, a fim de articular as maneiras pelas quais a ideia de um passado histórico se conecta ao conceito de história como autoconhecimento. O ensaio se articula com a filosofia da história de R. G. Collingwood, a fim de mostrar que existem aspectos éticos e existenciais que são significativos para o conceito de passado histórico. Por fim, o ensaio argumenta que, tanto da perspectiva individual quanto conceitual, existe uma importante dimensão pessoal que reside dentro e não apenas além do passado histórico.</span></p> Jonas Ahlskog Copyright (c) 2019 História da Historiografia: International Journal of Theory and History of Historiography https://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0 https://revistahh.emnuvens.com.br/revista/article/view/1501 dom, 22 dez 2019 09:43:17 +0000 Emoções na historiografia: o caso da comunidade finlandesa de historiadores do início do século XX https://revistahh.emnuvens.com.br/revista/article/view/1515 <p><span>Este artigo se enfoca nas dimensões emocionais do trabalho histórico acadêmico dentro da comunidade de historiadores finlandeses do início do século XX. Seu ponto de partida é o entrelaçamento inextricável entre razão e emoção - uma premissa hoje aceita em várias disciplinas. Como o cognitivo e o afetivo são interdependentes na produção do conhecimento, na formação de julgamentos e na criação de significado, as emoções estão no cerne das práticas acadêmicas dos historiadores e na construção do eu acadêmico. Ao apontar para quatro tipos principais de processos de pensar e sentir, feeling-thinking processes, que são comuns no trabalho histórico, o artigo argumenta que as emoções não apenas tornam a história algo pessoal, mas também a tornam significativa em primeiro lugar. No nível teórico, a análise se apoia nas ideias de Maurice Merleau-Ponty; faz uso das leituras dos trabalhos de Mark Johnson e James M. Jasper; e explora o conceito de “eu relacional” dos historiadores Mary Fulbrook e Ulinka Rublack.</span></p> Marja Jalava Copyright (c) 2019 História da Historiografia: International Journal of Theory and History of Historiography https://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0 https://revistahh.emnuvens.com.br/revista/article/view/1515 dom, 22 dez 2019 09:43:18 +0000 O mundo não é dos espertos: história pública, passados sensíveis, injustiças históricas https://revistahh.emnuvens.com.br/revista/article/view/1491 <p>Este artigo é um exercício de narrativa historiográfica pessoal. Parto de minha trajetória como pesquisadora da escravidão e historiadora pública para explorar as conexões entre a historiografia contemporânea da escravidão, as memórias de descendentes de africa-nos escravizados e as memórias de imigrantes judeus sobre o antissemitismo europeu do século XX. A partir do conceito de <em>trauma cultural</em>, a questão deste texto é: como lidar, pessoal e profissionalmente, com os <em>passados sensíveis </em>- traumáticos - brasileiros? Argumento que, a partir de minha vivência profissional, desenvolvi uma sensibilização não só em relação às injustiças históricas do nosso tempo, mas também àquelas relativas à minha história pessoal. E concluo que, se este tema vem sendo enfrentado, ainda que timidamente, pela sociedade brasileira, ele não pode ser ignorado pelos historiadores profissionais, justamente aqueles que, por dever de ofício, se dedicam a refletir sobre as conexões entre passado e presente.</p> Keila Grinberg Copyright (c) 2019 História da Historiografia: International Journal of Theory and History of Historiography https://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0 https://revistahh.emnuvens.com.br/revista/article/view/1491 dom, 22 dez 2019 09:43:18 +0000 A recepção de Ortega y Gasset através de contingências políticas. Um estudo historiográfico da história intelectual espanhola https://revistahh.emnuvens.com.br/revista/article/view/1449 <p><span>O presente artigo tem como objetivo analisar um caso particular da historiografia espanhola: como os escritos, discursos e atividades públicas de um dos maiores intelectuais do país, o filósofo José Ortega y Gasset, foram percebidos, discutidos e estudados por historiadores e estudiosos espanhóis do início do exílio desse pensador em diante. O objetivo é exclusivamente exibir, através de um caso único, mas muito significativo, a forte interdependência entre a atividade historiográfica e o ambiente sociopolítico, entre as interpretações historiográficas e os credos políticos, tanto no decorrer como por causa da longa e difundida influência da ditadura de Franco na Espanha.</span></p> Paolo Scotton Copyright (c) 2019 História da Historiografia: International Journal of Theory and History of Historiography https://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0 https://revistahh.emnuvens.com.br/revista/article/view/1449 dom, 22 dez 2019 09:43:19 +0000 A história de uma história: terrorismo extraterrestre a favor do governo, Brasil 1968. https://revistahh.emnuvens.com.br/revista/article/view/1472 <p><span>Resumo: Este artigo tem como tema os documentos, relatórios militares e noticiários sobre um grupo terrorista liderado pelo ufólogo Aladino Félix, responsável por vários atentados no ano de 1968. Há fortes indícios de que esse grupo era conhecido e até contava com apoio de altas autoridades do governo. Isso tendo em vista as pressões internas à Ditadura Militar, visando ao “fechamento” do regime – que desaguaria na decretação do AI-5. A questão central, aqui, é sobre as relações entre terror, terrorismo e política. Com implicações nos temas da racionalidade, dos afetos, dos desejos e das desrazões na vida política. Dado o aspecto insólito do caso estudado, optou-se por uma forma narrativa heterodoxa, em que a autoria do historiador do artigo é dividida em distintas vozes narrativas: a do historicista, a do niilista e a do bestializado. A estratégia narrativa deste texto é inspirada no filme <em>O Bandido da Luz Vermelha</em>, de Rogério Sganzerla.</span></p> Daniel Faria Copyright (c) 2019 História da Historiografia: International Journal of Theory and History of Historiography https://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0 https://revistahh.emnuvens.com.br/revista/article/view/1472 dom, 22 dez 2019 09:43:19 +0000 Crise da modernidade em perspectiva histórica: da experiência empobrecida à expectativa decrescente do novo tempo https://revistahh.emnuvens.com.br/revista/article/view/1474 <p>Neste artigo, analisa-se em perspectiva crítica a evolução da <em>crise</em> que acompanha a <em>modernidade</em> desde sua consolidação, problema <em>estrutural</em>, resultante de lógica irracional incapaz de superar contradições internas; para tanto, articulam-se as contribuições de três pensadores que, em seu tempo, enfrentaram essa questão sob prismas convergentes. Investigando-se aspectos históricos e filosóficos da crise moderna que se faz presente, parte-se da interpretação de W. Benjamin sobre o definhamento da <em>experiência</em> nos tempos modernos, quando a informação (<em>saber </em>empobrecido) substitui a narrativa (outrora instrumento de reflexão); ainda neste início, trata-se de como essa ideia foi depois desenvolvida por R. Koselleck, que a relaciona à <em>ideologia</em> burguesa do <em>progresso técnico</em>, com sua inflada <em>expectativa</em>. Em seguida, volta-se ao contemporâneo, expondo a atualização que P. Arantes, em diálogo com ambos, oferece deste fenômeno na época pós-globalização: período da <em>crise do novo tempo</em>, em que as <em>expectativas</em> quanto a um efetivo <em>progresso social </em>decrescem.</p> Yuri Martins Fontes Copyright (c) 2019 História da Historiografia: International Journal of Theory and History of Historiography https://creativecommons.org/licenses/by-nc-sa/4.0 https://revistahh.emnuvens.com.br/revista/article/view/1474 dom, 22 dez 2019 09:43:20 +0000 Entre azagaias, carroças e espingardas: a escrita do passado sul-africano em George McCall Theal (1837-1919) https://revistahh.emnuvens.com.br/revista/article/view/1477 <p>Apesar da fragmentação territorial que marcava a África do Sul na segunda metade do século XIX, esse período foi demarcado por significativas publicações que intencionavam fornecer coesão e unidade especialmente em tratados histórico-geográficos. O artigo versa a respeito da escrita do passado sul-africano do historiador George McCall Theal, com ênfase nas suas interpretações dos deslocamentos étnicos gerados a partir do <em>Great Trek</em> (1835-1846)<em>,</em> período de migrações internas dos bôeres rumo ao interior do subcontinente, e do <em>mfecane</em> (c.1815-1835)<em>,</em> termo associado ao expansionismo militar dos zulus na mesma região. A ênfase incide sobre as obras <em>The History of the Emigrant Boers in South Africa</em> (1888) e <em>Progress of South Africa in the Century</em> (1901). Publicadas em um período de intensas animosidades interétnicas ao sul da África, visavam fornecer uma versão coesiva do passado sul-africano, culpando os zulus pelo esvaziamento populacional nas décadas de 1820-1830 e legitimando as aspirações coloniais ao uso e posse de terras.</p> Evander Ruthieri da Silva Copyright (c) 2019 História da Historiografia: International Journal of Theory and History of Historiography https://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0 https://revistahh.emnuvens.com.br/revista/article/view/1477 dom, 22 dez 2019 09:43:21 +0000 A Filosofia da História em Oliveira Martins: itinerário das primeiras perspetivas dialéticas até uma posterior valorização do inconsciente https://revistahh.emnuvens.com.br/revista/article/view/1482 <p>Nos escritos de Oliveira Martins, um dos grandes pensadores históricos portugueses do século XIX, a filosofia da história é uma temática recorrente. Metodologicamente próximo da vertente de história da cultura e movimentos intelectuais, este estudo aborda o entrecruzar das redefinições do conceito de filosofia da história no seu pensamento. Depois de uma introdução biográfica sobre o autor e o surgimento da problemática da filosofia da história, passamos para os primeiros escritos de Martins sobre socialismo, seguindo-se a polémica em torno da caracterização da Idade Média. Essas primeiras teorizações estão imbuídas de uma visão dialética, marcadamente hegeliana, contudo a sua actividade política e renovadas leituras dão lugar a novas conceções, que valorizam o papel do inconsciente no desenvolvimento histórico. Essas transformações desembocam num posterior trabalho de sistematização. O escopo desses escritos introduziu uma perspetiva dialectica e uma noção de inconsciente na historiografia e teoria da história portuguesas.</p> Bruno Filipe Laranjeira Gonçalves Copyright (c) 2019 História da Historiografia: International Journal of Theory and History of Historiography https://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0 https://revistahh.emnuvens.com.br/revista/article/view/1482 dom, 22 dez 2019 09:43:21 +0000 Pensamento Social Brasileiro em perspectiva: história, teoria e crítica https://revistahh.emnuvens.com.br/revista/article/view/1483 <p>O presente artigo pretende realizar uma reflexão crítica e historiográfica acerca do termo “pensamento social brasileiro”. Neste sentido, retomaremos seus processos e mudanças de significados e usos, assim como sua incorporação pelo campo das ciências sociais brasileiras. Assim, recompomos as variantes do pensamento social brasileiro na história intelectual brasileira, apontando alguns de seus usos e mobilizações na imprensa e, posteriormente, a sua consolidação acadêmica e universitária, a fim de atestarmos sua pertinência conceitual. Ao final do artigo, propomos uma revisão crítica acerca de tal perspectiva frente a algumas questões teóricas contemporâneas a partir do conceito de cultura intelectual.</p> Thiago Lenine Tito Tolentino Copyright (c) 2019 História da Historiografia: International Journal of Theory and History of Historiography https://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0 https://revistahh.emnuvens.com.br/revista/article/view/1483 dom, 22 dez 2019 09:43:22 +0000 Método utópico, viagem científica: como descobrir uma ciência utópica do social? https://revistahh.emnuvens.com.br/revista/article/view/1484 <p>O artigo analisa a relação entre utopia e ciência, no início do século XIX, à luz da historicidade da ciência social então nascente. Seu foco principal se dirige aos primeiros escritos de Saint-Simon, Robert Owen e Charles Fourier, que escreveram suas principais obras nas três primeiras décadas do XIX. A hipótese de leitura é a de que, com esses autores, é possível apreender a singular instituição de uma ciência utópica do social que articula pesquisa empírica e imaginação dos possíveis. A conclusão a que se chega é que uma ciência utópica dos fatos sociais pode ser o nome de uma lógica da descoberta científica que articula experimentação teórica à descoberta de novas rotas para as configurações políticas.</p> Henrique Estrada Rodrigues Copyright (c) 2019 História da Historiografia: International Journal of Theory and History of Historiography https://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0 https://revistahh.emnuvens.com.br/revista/article/view/1484 dom, 22 dez 2019 09:43:23 +0000