História da Historiografia: International Journal of Theory and History of Historiography https://revistahh.emnuvens.com.br/revista <p><em>História da Historiografia</em> publica artigos originais e de revisão nos campos da teoria da história, história da historiografia e áreas afins em periodicidade quadrimestral. Está classificada no estrato A1 da avaliação Qualis da Capes, no Q1 do SCImago Journal Rank. É publicada pela Sociedade Brasileira de Teoria e História da Historiografia (SBTHH) em uma parceria interinstitucional com os Programas de Pós-Graduação em História da Universidade Federal de Ouro Preto (UFOP), Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (UNIRIO) e Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS).</p> <p> </p> <p><span class="EOP SCXW220473143" data-ccp-props="{&quot;201341983&quot;:0,&quot;335551550&quot;:6,&quot;335551620&quot;:6,&quot;335559739&quot;:200,&quot;335559740&quot;:276}"><a href="https://creativecommons.org/licenses/by/4.0/" rel="license"><img src="https://i.creativecommons.org/l/by/4.0/88x31.png" alt="Creative Commons License" /></a><br />Este trabalho está licenciado sob uma licença <a href="https://creativecommons.org/licenses/by/4.0/" rel="license">Creative Commons Attribution 4.0 International License</a>.</span></p> pt-BR <p>O envio de manuscrito para a revista garante aos seus autores a manutenção dos direitos autorais sobre o mesmo e autoria que a revista realize a primeira publicação do texto. Os dados, conceitos e opiniões apresentados nos trabalhos, bem como a exatidão das referências documentais e bibliográficas, são de inteira responsabilidade dos autores.</p> <p><img src="https://i.creativecommons.org/l/by/4.0/88x31.png" alt="Licença Creative Commons" /><br />Este obra está licenciada com uma Licença <a href="http://creativecommons.org/licenses/by4.0/" rel="license">Creative Commons Atribuição 4.0 Internacional</a>. </p> historiadahistoriografia@hotmail.com (História da Historiografia) historiadahistoriografia@hotmail.com (História da Historiografia) Wed, 27 Apr 2022 21:07:24 -0300 OJS 3.3.0.10 http://blogs.law.harvard.edu/tech/rss 60 Expediente https://revistahh.emnuvens.com.br/revista/article/view/1969 História da Historiografia Copyright (c) 2022 História da Historiografia https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 https://revistahh.emnuvens.com.br/revista/article/view/1969 Wed, 27 Apr 2022 00:00:00 -0300 Diretrizes para autores https://revistahh.emnuvens.com.br/revista/article/view/1970 História da Historiografia Copyright (c) 2022 História da Historiografia https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 https://revistahh.emnuvens.com.br/revista/article/view/1970 Wed, 27 Apr 2022 00:00:00 -0300 Os sentidos do anacronismo https://revistahh.emnuvens.com.br/revista/article/view/1829 <p>O objetivo deste balanço é sintetizar o que foi escrito nas últimas décadas sobre o conceito de anacronismo em diferentes campos do conhecimento. O panorama oferecido revela que o anacronismo compreende vários significados (dentre eles: atribuição conceitual, ferramenta heurística, tabu profissional e índice de consciência histórica) e que existem estratégias para lidar com ele (criação de tipologias e critérios de admissão, reafirmação do tabu, crítica radical, entre outras). Além disso, o conceito desempenha papel de grande importância nas disputas intelectuais, cuja reflexão oferece uma ocasião privilegiada para o exercício de poder sobre a historiografia. Conclui-se que o anacronismo é um conceito polissêmico, duradouro e polêmico, e que seu valor normativo parece comprometer o estudo de sua história.</p> Bruno Gonçalves Copyright (c) 2022 Bruno Galeano de Oliveira Gonçalves https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 https://revistahh.emnuvens.com.br/revista/article/view/1829 Wed, 27 Apr 2022 00:00:00 -0300 As “artes da memória'' em Michel de Certeau https://revistahh.emnuvens.com.br/revista/article/view/1782 <p>No campo da pesquisa histórica, Michel de Certeau tornou-se conhecido pelo trabalho da década de 1970 “A operação historiográfica”, que foi inserido na obra A escrita da História. A abordagem original que dera ao tema serviu de plataforma para várias investigações posteriores. Entretanto, a relação tensa inserida entre o conhecimento do passado e as “artes” da memória não receberam a devida atenção nos estudos históricos ou culturais. Esse é o objetivo deste artigo, buscando aprofundar as intuições postas acerca da temporalidade, do ato de lembrar e seu potencial de inconformidade. O intuito é apresentar hermeneuticamente a parte dedicada ao problema na obra A invenção do cotidiano: artes de fazer, publicada na França em 1980. Observa-se na reflexão, um distanciamento entre memória e historiografia, não apenas devido às capacidades e as características típicas da escritura, mas principalmente captado sob a influência da filosofia pragmática e da abordagem bioenergética da lembrança. As tensões apontadas pelo autor permaneceram pouco exploradas, posteriormente, na Teoria da História.</p> Eduardo de Quadros Copyright (c) 2022 Eduardo Gusmão de Quadros https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 https://revistahh.emnuvens.com.br/revista/article/view/1782 Wed, 27 Apr 2022 00:00:00 -0300 Figurações do canibalismo na história intelectual brasileira do século XX: ciências humanas, artes e temporalidades https://revistahh.emnuvens.com.br/revista/article/view/1805 <p>Os cronistas e viajantes do século XVI deixaram interessantes registros de seu espanto diante do canibalismo praticado pelos povos indígenas que viviam na costa das terras brasileiras. Desde então, o motivo do canibalismo manteve uma existência vigorosa em nossa história intelectual. Ele integra uma história de longa duração: tem mais de cinco séculos e esteve presente em momentos decisivos e exemplares do pensamento brasileiro, tanto nas artes quanto nas humanidades. Ao desenharmos o movimento das figurações do canibalismo na história intelectual brasileira do século XX, estabelecemos uma possível conexão entre as discussões em curso na historiografia francesa e na etnologia indígena, via os trabalhos de François Hartog e de Eduardo Viveiros de Castro, sobre as múltiplas formas de temporalidades. </p> Francine Iegelski Copyright (c) 2022 Francine Iegelski https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 https://revistahh.emnuvens.com.br/revista/article/view/1805 Wed, 27 Apr 2022 00:00:00 -0300 Travessias historiográficas: da História das Ideias às contribuições da História Intelectual e da História Conceitual para o estudo dos processos políticos uruguaios oitocentistas https://revistahh.emnuvens.com.br/revista/article/view/1809 <p>O estudo pretende analisar as mudanças epistemológicas pelas quais tem passado a historiografia uruguaia nas últimas duas décadas, mais especificamente as que dizem respeito ao estudo dos processos político-intelectuais e conceituais do Uruguai oitocentista. Nesse sentido, este artigo está dividido em duas partes: na primeira, trataremos sobre a tradicional História das Ideias de meados do século XX na América Latina, principalmente no Uruguai, e a renovação teórico-metodológica ocorrida nessa disciplina, a partir dos pressupostos mais amplos da chamada “Nova” História Intelectual; na segunda parte, abordaremos como essa reformulação tem sido mobilizada, juntamente com a História Conceitual, pela historiografia uruguaia recente, enquanto um aporte consistente e frutífero para a análise dos processos político-intelectuais oitocentistas desse país platino frente à tradicional História das Ideias, proporcionando, assim, novos olhares, hipóteses e debates sobre o período em questão.</p> <p> </p> Elvis de Almeida Diana Copyright (c) 2022 Elvis de Almeida Diana https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 https://revistahh.emnuvens.com.br/revista/article/view/1809 Wed, 27 Apr 2022 00:00:00 -0300 Los libros de texto y sus discursos: representaciones de las mujeres en la historia escolar chilena (13.000 a. C. - 1810) https://revistahh.emnuvens.com.br/revista/article/view/1817 <p>En esta investigación se analizan las representaciones de las mujeres presentes en los manuales que abordan la historia de Chile desde el año 13.000 a. C. (datación de los hallazgos arqueológicos de Monteverde) hasta 1810 (año de la Primera Junta Nacional de Gobierno) y aborda la forma en que estas se alinean o distancian de la producción historiográfica reciente (2008-2021) sobre la participación femenina en el periodo histórico enunciado. Para ello, en una primera fase, se desarrolló un análisis hermenéutico de 13 textos escolares publicados entre 2009 y 2017 por cuatro editoriales chilenas, utilizando categorías apriorísticas procedentes del discurso orientado textualmente, del método histórico discursivo y de las modalidades discursivas de Jurjo Torres. Posteriormente, en una segunda instancia, se recurrió al análisis documental para evaluar la investigación histórica reciente (2008-2021) acerca del rol de la mujer en el periodo estudiado de la historia chilena, a fin de contrastar sus aportaciones con los resultados obtenidos del análisis de los textos escolares. Se concluye, por una parte, que los libros de texto tienden a marginar o minimizar la participación femenina en la historia pre-republicana chilena a partir de una serie de convenciones, tales como la exclusión parcial, la relevancia histórica relacional, la supresión, la asignación de roles pasivos y la representación generalizada; y, por otra, se evidencia una clara desconexión entre la historia escolar y la producción historiográfica dedicada a los periodos prehispánico, de conquista y colonial debido a que el curriculum chileno de Historia, Geografía y Ciencias Sociales se ha focalizado en preservar la historia androcéntrica del país. </p> Humberto Álvarez Sepúlveda Copyright (c) 2022 Humberto Andrés Álvarez Sepúlveda https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 https://revistahh.emnuvens.com.br/revista/article/view/1817 Wed, 27 Apr 2022 00:00:00 -0300 Apelativos, silencios y olvidos en torno a los animales de los Beatos en la temprana historiografía artística del siglo XIX y de inicios del siglo XX https://revistahh.emnuvens.com.br/revista/article/view/1819 <p>Los animales fueron representados con creces en los Beatos, tanto en las miniaturas principales como en iniciales y marginalia. Sin embargo, los tempranos escritos, registros y catálogos que dan cuenta de la serie codicológica guardan importantes silencios al respecto. El coleccionismo, las exhibiciones y la necesidad de registrar y catalogar piezas del pasado medieval hispánico comenzaron no obstante a integrar determinadas menciones y juicios de valor disímiles. Este trabajo aborda y discute tanto las omisiones como los primeros intentos por comenzar a reconocer la fauna en los Beatos concentrándose en los discursos historiográficos artísticos del siglo XIX y de inicios del siglo XX.</p> <p> </p> Nadia Mariana Consiglieri Copyright (c) 2022 Nadia Mariana Consiglieri https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 https://revistahh.emnuvens.com.br/revista/article/view/1819 Wed, 27 Apr 2022 00:00:00 -0300 Os eternos movimentos (in)disciplinares entre a História e as Relações Internacionais: a importância do pensamento histórico https://revistahh.emnuvens.com.br/revista/article/view/1822 <p>Este artigo analisa os fundamentos historiográficos e teórico-metodológicos da relação (in)disciplinar entre a História e as Relações Internacionais (RI). Por meio de uma interpretação historiográfica, identifica os principais movimentos de afastamento e aproximação da História face às RI. O artigo tem dois objetivos fundamentais. O primeiro é demonstrar que, embora a História tenha um papel central na imaginação teórica da disciplina das RI, sua importância foi variável e refletiu os diferentes momentos políticos e científicos do seu nascimento, autonomização e maturidade. O segundo é problematizar as pontes e fronteiras entre as duas disciplinas, sublinhando a importância que o pensamento histórico tem para a análise das relações internacionais. O seu principal argumento é que o retorno do pensamento histórico à disciplina das RI mitiga as limitações a-históricas e associais do neopositivismo dominante e aumenta a sofisticação da compreensão reflexiva do estudo das relações internacionais.</p> Pedro Mendes Copyright (c) 2022 Pedro Emanuel Mendes https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 https://revistahh.emnuvens.com.br/revista/article/view/1822 Wed, 27 Apr 2022 00:00:00 -0300 A “corrupção” na escrita da História Medieval: os desafios de um efeito de sustentação discursiva https://revistahh.emnuvens.com.br/revista/article/view/1839 <p>Este artigo traça linhas gerais para o lugar ocupado pela ideia de “corrupção” na escrita da história da Idade Média Latina nos últimos setenta anos. O objetivo consiste em explicar uma assimetria epistêmica: como é possível que “corrupção” raramente seja estudada como tema do passado medieval latino e, ao mesmo tempo, incida amplamente sobre a produção de significados a respeito desse passado? A busca por uma resposta foi conduzida como um estudo de Análise do Discurso da eventual Função Paradigmática das teorias sobre corrupção em âmbito historiográfico. Aplicando premissas conceituais e procedimentos metodológicos estipulados por Michel Pêcheux e Thomas Kuhn sobre obras de notório impacto historiográfico, este artigo articula a hipótese de que a ideia de “corrupção” tenha figurado como fonte de um contínuo, mas variável, Efeito de Sustentação Discursiva, que funda e delimita a elaboração de sentido na escrita da história medieval latina. </p> Leandro Rust Copyright (c) 2022 Leandro Duarte Rust https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 https://revistahh.emnuvens.com.br/revista/article/view/1839 Wed, 27 Apr 2022 00:00:00 -0300 As injustiças de Clio revisitado: Clóvis Moura e a crítica da branquitude no campo historiográfico https://revistahh.emnuvens.com.br/revista/article/view/1841 <p>Pretendemos neste artigo esboçar as diversas interpelações de Clóvis Moura (1925-2003) a História disciplinar na obra As Injustiças de Clio: o negro na historiografia brasileira (1990). Para isto, abordaremos, em um primeiro momento, através da trajetória intelectual de Clóvis as críticas que este fez ao cânone do “pensamento social brasileiro” antes da publicação da referida obra. Em seguida, explicitaremos as principais linhas de força da obra em questão, para assim explicitar a tese de que esta é pioneira na análise marxista da branquitude e do racismo na história da historiografia. </p> Marcello Assunção Copyright (c) 2022 Marcello Felisberto Morais de Assunção https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 https://revistahh.emnuvens.com.br/revista/article/view/1841 Wed, 27 Apr 2022 00:00:00 -0300 José Carlos Mariátegui, el materialismo histórico-dialéctico del Sumak Kawsay: entre la religión y el mito https://revistahh.emnuvens.com.br/revista/article/view/1868 <p>En dialogo con José Carlos Mariátegui caracterizamos su materialismo histórico y dialéctico en relación con el Sumak Kawsay o Buen Vivir. Revisamos el uso que el peruano le da al pensamiento crítico occidental para la comprensión y transformación de las sociedades latinoamericanas. Examinamos su crítica al progreso; al concepto de historia; la importancia atribuida a la cultura, la religión y el mito en relación dialéctica con la infraestructura económica; su crítica al positivismo y a la comprensión monolítica del sujeto histórico o clase de la revolución socialista. El pensamiento de Mariátegui podría ubicarse en el marxismo romántico y/o melancólico. Se profundiza en el Sumak Kawsay, la religión andina, que se relaciona con el colectivismo y con la vida comunitaria. El comunismo indígena reproduce variadas formas de cooperación y asociación. Observamos cómo las instituciones milenarias como la minga, basadas en la redistribución y la reciprocidad son base de otra economía – política - estética, de otro mundo por venir. </p> César Miguel Ramos Copyright (c) 2022 César Miguel Salinas Ramos https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 https://revistahh.emnuvens.com.br/revista/article/view/1868 Wed, 27 Apr 2022 00:00:00 -0300