O problema da forma
cultura e Estado em Raízes do Brasil, 1936
DOI:
https://doi.org/10.15848/hh.v14i35.1624Palabras clave:
Raízes do Brasil, Friedrich Nietzsche, Forma e conteúdoResumen
O artigo problematiza o tema da forma na obra Raízes do Brasil, edição de 1936. Para realizar a interpretação, buscamos aporte em autores que tiveram confluências com o modernismo no Brasil e em outros países. Assim trabalhamos, sobretudo, com Nietzsche. Acreditamos ter alcançado êxito em demonstrar os vínculos das abordagens de Holanda em direções estético-expressivas sobre os ajustamentos e dissonâncias entre forma e conteúdo, cultura e Estado na história brasileira, nos períodos do Império e República. Holanda perscrutou os tempos brasileiros e divisou o distanciamento progressivo das formas políticas liberais em relação aos valores culturais do personalismo que caracterizaram a nossa história. Sua proposição é, ainda que difícil de ser vislumbrada, a favor de nova configuração da política em termos congênitos à específica cultura nacional, com o objetivo de melhor expressar os valores personalistas, em regime oligárquico/aristocrático, o que supostamente abriria a história brasileira para a criação de novas possibilidades.
Descargas
Citas
BASTOS, Élide Rugai. Um livro entre duas Constituintes. In: HOLANDA, Sérgio Buarque de. Raízes do Brasil. Organização de Pedro Meira Monteiro e Lilia Moritz Schwarcz. Estabelecimento de texto e notas Maurício Acuña e Marcelo Diego. São Paulo: Companhia das Letras, 2016. p. 405-410.
CHAVES, Ernani. Raízes do Brasil e Nietzsche. Cult: Revista Brasileira de Literatura, São Paulo, ano IV, n. 37, p. 52-55, ago. 2000.
DEWEY, John. Arte como experiência. BOYDSTON, J. (org.); Tradução de Vera Ribeiro. São Paulo: Martins Fontes, 2010.
EUGÊNIO, João Kennedy. Um ritmo espontâneo – o organicismo em Raízes do Brasil e Caminhos e Fronteiras, de Sérgio Buarque de Holanda. 2010. Tese (Doutorado em História Social) – Programa de Pós-graduação em História, Universidade Federal Fluminense, Niterói, 2010.
FELDMAN, Luiz. Um clássico por amadurecimento: Raízes do Brasil. Revista Brasileira de Ciências Sociais, São Paulo, v. 28, n. 82, p. 119-140, jun. 2013.
FREZZATTI JR, Wilson. A superação da dualidade cultura/biologia na filosofia de Nietzsche. Revista Tempo da Ciência, Toledo, v.11, n. 22, p. 115-135, 2004.
HOLANDA, Sérgio B Buarque de Raízes do Brasil. Rio de Janeiro: José Olympio, 1936.
HOLANDA, Sérgio Buarque de. Raízes do Brasil. Organização de Pedro Meira Monteiro e Lilia Moritz Schwarcz. Estabelecimento de texto e notas Maurício Acuña e Marcelo Diego. São Paulo: Companhia das Letras, 2016.
HOLANDA, Sérgio Buarque de. Thomas Mann. In: HOLANDA, Sérgio Buarque de. Raízes de Sérgio Buarque de Holanda. Organização de Francisco de Assis Barbosa. Rio de Janeiro: Rocco, 1988. p. 294-297.
HOLANDA, Sérgio. Buarque de. Elisabeth Foerster. In: HOLANDA, Sérgio Buarque de. Escritos coligidos – Livro I (1920-1949). Organização de Marcos Costa. São Paulo: Editora Perseu Abramo; Editora da UNESP, 2011. p. 79-82.
MANN, Thomas. O lugar de Freud na história do pensamento moderno. In: MANN, Thomas. Pensadores modernos. Tradução de Márcio Suzuki. Rio de Janeiro: Zahar, 2015. p. 11-52.
MATA, Sérgio da. Tentativas de desmitologia: a revolução conservadora em Raízes do Brasil. Revista Brasileira de História, São Paulo, v. 36, n. 73, p. 63-87, 2016.
MELÉNDEZ, Germán. Homem e estilo em Nietzsche. Cadernos Nietzsche, São Paulo, n. 11, p. 13-39, 2001.
NICODEMO, Thiago Lima. Para além de um prefácio: ditadura e democracia no diálogo entre Antonio Candido e Sérgio Buarque de Holanda. Revista Brasileira de História, São Paulo, v. 36, n. 73, p. 159-180, 2016.
NIETZSCHE, Friedrich. Crepúsculo dos Ídolos ou como se filosofa com o martelo. Tradução de Paulo César de Souza. São Paulo: Companhia das Letras, 2006.
NIETZSCHE, Friedrich. Aurora. Tradução de Paulo César de Souza. São Paulo: Companhia de Bolso, 2016.
NIETZSCHE, Friedrich. Ecce Homo. Tradução de Paulo César de Souza. São Paulo: Companhia das Letras, 1995.
NIETZSCHE, Friedrich. Escritos sobre História. SOBRINHO, N. C. de M. (Organização e tradução). Rio de Janeiro: PUC-Rio; São Paulo: Loyola, 2005.
NIETZSCHE, Friedrich. Escritos sobre Política. SOBRINHO, N. C. de M. (Organização e tradução). Rio de Janeiro: PUC-Rio; São Paulo: Loyola, 2007. v. 2.
NIETZSCHE, Friedrich. Genealogia da Moral, uma polêmica. Tradução de Paulo César de Souza. São Paulo: Companhia das Letras, 1998.
NIETZSCHE, Friedrich. Humano, demasiado humano. Tradução de Paulo César de Souza. São Paulo: Companhia de Bolso, 2005.
NIETZSCHE, Friedrich. O caso Wagner. Nietzsche contra Wagner. Tradução de Paulo César de Souza. São Paulo: Companhia de Bolso, 2016.
NIETZSCHE, Friedrich. Terceira consideração intempestiva – Schopenhaeur Educador. São Paulo: Scala, 2008.
RIBEIRO, Douglas Carvalho. As raízes antiliberais de Sérgio Buarque de Holanda: Carl Schmitt em Raízes do Brasil. 2017. Dissertação (Mestrado em História) - Programa de História, Universidade Federal de Minas Gerais, Belo Horizonte, 2017.
RODRIGUES, Luzia Gontijo. Nietzsche e Platão: arte e orquestração das paixões. Kriterion, Belo Horizonte, n. 109, p. 136-158, jun. 2004.
RUBIRA, Luís. Nietzsche no Brasil (1933-1943): Da ascensão do nacional-socialismo ao Grande Reich Alemão. Cadernos Nietzsche, São Paulo, v. 37, n. 3, p. 18-64, out./dez. 2016.
SCHLEGEL, Rogério. O estatismo orgânico como contribuição original em Raízes do Brasil, 1936. Revista Brasileira de Ciências Sociais, São Paulo, v. 32, n. 93, p. 1-37, 2017.
WAIZBORT, Leopoldo. O mal-entendido da democracia – Sérgio Buarque de Holanda, Raízes do Brasil, 1936. Revista Brasileira de Ciências Sociais, São Paulo, v. 26, n. 76, p. 39-62, 2011.
Descargas
Publicado
Cómo citar
Número
Sección
Licencia
Derechos de autor 2021 História da Historiografia: International Journal of Theory and History of Historiography

Esta obra está bajo una licencia internacional Creative Commons Atribución 4.0.
Los autores son los poseedores de los derechos de autor de los manuscritos enviados. Se autoriza a la revista História da Historiografia: International Journal for Theory and History of Historiography la realización de la publicación del referido texto. Los datos, conceptos y opiniones presentados en los trabajos, así como la exactitud de las referencias documentales y bibliográficas, son de entera responsabilidad de los autores.

Este trabajo está licenciado con una licencia Creative Commons Attribution 4.0 International License.











